A seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 ao perder por 2 a 0 para a Noruega, nas oitavas de final, em partida realizada no estádio Ullevaal, em Oslo. Com a derrota, o Brasil amarga sua pior campanha desde 1990, quando caiu nas mesmas oitavas para a Argentina. O jejum pelo hexacampeonato, que já dura 24 anos, chegará a 28 anos em 2030, gerando uma crise profunda no futebol nacional e reacendendo debates sobre a gestão da CBF e o modelo de formação de atletas.
O jogo começou equilibrado, com o Brasil controlando a posse de bola, mas sem conseguir furar a defesa norueguesa. Aos 23 minutos do primeiro tempo, o atacante Vinícius Júnior sofreu um pênalti, mas o meia Raphinha desperdiçou a cobrança, defendida pelo goleiro Ørjan Nyland. Esse foi o primeiro pênalti perdido pelo Brasil em Copas desde 1998, quando Ronaldo falhou contra a Holanda na semifinal. O erro abalou emocionalmente a equipe, que passou a errar passes e a perder duelos no meio-campo.
No segundo tempo, a Noruega cresceu em campo, impulsionada pela torcida local. Aos 12 minutos, o atacante Erling Haaland recebeu um lançamento de Martin Ødegaard, driblou o zagueiro Marquinhos e chutou cruzado, sem chances para o goleiro Alisson. O segundo gol veio aos 38 minutos, novamente com Haaland, que aproveitou um rebote após chute de Alexander Sørloth e empurrou para as redes. O Brasil ainda tentou reagir, mas a defesa norueguesa, liderada por Andreas Hanche-Olsen, conteve os ataques brasileiros.
Panorama político e esportivo
A eliminação precoce do Brasil na Copa de 2026 ocorre em um contexto de instabilidade na CBF, que enfrenta investigações sobre corrupção e má gestão financeira. O presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, tem sido criticado por falta de planejamento e por não renovar o ciclo de treinadores. O técnico Dorival Júnior, que assumiu após a saída de Tite, não conseguiu implementar um estilo de jogo consistente e agora tem sua permanência ameaçada. A imprensa internacional aponta que a Noruega, com um projeto de base sólido e investimento em jovens talentos, superou o Brasil em organização tática e eficiência.
Para o futebol brasileiro, a derrota representa um alerta: o país, que já foi pentacampeão mundial, agora vê rivais como França, Argentina e Alemanha dominarem o cenário internacional. A falta de renovação de craques, a dependência de Neymar (que não jogou por lesão) e a má gestão das categorias de base são apontadas como causas do declínio. Enquanto isso, a Noruega celebra sua melhor campanha em Copas desde 1998, quando chegou às quartas de final, e Haaland se consolida como um dos maiores artilheiros da história do torneio, com 8 gols em 4 jogos.
A eliminação nas oitavas de final é a pior do Brasil desde 1990, quando caiu para a Argentina por 1 a 0, também nas oitavas. Em 1994, o Brasil foi campeão; em 1998, vice; em 2002, campeão; em 2006, 2010 e 2018, caiu nas quartas; em 2014, foi quarto lugar; e em 2022, foi eliminado nas quartas pela Croácia. Agora, em 2026, a campanha de 3 vitórias na fase de grupos (contra Sérvia, Camarões e Suíça) e uma derrota nas oitavas deixa um saldo amargo. A torcida brasileira, que lotou as ruas de Oslo, agora volta para casa com a sensação de que o hexa ainda está distante.
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