Aliado rompe com prefeito, pede exoneração e denuncia pressão por apoio político em AL

O ex-secretário municipal Lucilo Xiribi rompeu publicamente com o prefeito de uma cidade alagoana, pediu exoneração do cargo e denunciou ter sofrido pressão para apoiar o candidato ao governo do estado defendido pelo chefe do Executivo local. A informação foi divulgada pelo portal Frances News, que teve acesso ao relato do ex-aliado. A Prefeitura, procurada, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.

Segundo Lucilo Xiribi, a decisão de deixar a gestão foi tomada após reiteradas tentativas do prefeito de condicionar a permanência no cargo ao apoio político ao candidato governista. O ex-secretário afirma que a pressão se intensificou nas últimas semanas, com a aproximação do período eleitoral, e que optou por se exonerar para não comprometer sua independência política. O caso expõe as tensões internas em administrações municipais, onde alianças pessoais e partidárias frequentemente se sobrepõem a critérios técnicos e administrativos.

O episódio ocorre em um contexto de acirramento da disputa pelo governo de Alagoas, com diversos grupos políticos buscando consolidar apoios nos municípios. A denúncia de Xiribi levanta questionamentos sobre a ética na formação de coligações e o uso de cargos públicos como moeda de troca por lealdade eleitoral. Especialistas ouvidos pelo Republica do Povo destacam que práticas como essa, embora comuns, podem configurar abuso de poder político e desvio de finalidade, sujeitas a investigação pelos órgãos de controle.

A Prefeitura, até o fechamento desta edição, não havia se manifestado sobre o caso. A assessoria de comunicação do município informou que aguarda posicionamento oficial do gabinete do prefeito. Enquanto isso, Lucilo Xiribi afirma que pretende levar a denúncia ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal Regional Eleitoral, para que sejam apuradas eventuais irregularidades. O desfecho desse rompimento pode influenciar as alianças políticas locais e reacender o debate sobre a necessidade de maior transparência nas relações entre gestores públicos e seus auxiliares.

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