Justiça de Alagoas converte em preventiva prisão de tio-avô suspeito de abusar e matar menino de 6 anos em Maceió

A Justiça de Alagoas converteu em preventiva a prisão de Emanuel Vicente, de 46 anos, suspeito de abusar e matar o sobrinho-neto Peterson Ykaro, de 6 anos, em Maceió. A decisão foi tomada pelo juiz Carlos Pitta durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (7). Com a medida, Emanuel permanecerá preso enquanto as investigações prosseguem. Ele havia sido detido em flagrante horas após o crime, na região da Estação Utinga, em Rio Largo, e nega as acusações.

Peterson Ykaro foi encontrado morto na noite de segunda-feira (6) em um terreno baldio coberto por mato, no bairro Cidade Universitária, parte alta da capital. A Polícia Civil aponta que a criança foi vítima de abuso sexual. A causa exata da morte será confirmada pelos laudos do Instituto Médico Legal (IML). O inquérito é conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Dinâmica do crime e provas reunidas

Os pais do menino são divorciados. Após passar o fim de semana com o pai, ele foi deixado na casa dos tios-avós maternos enquanto a mãe trabalhava. Quando ela chegou para buscá-lo, o garoto havia desaparecido. Moradores relataram ter visto Peterson caminhando de mãos dadas com um homem em direção ao terreno baldio. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a criança e Emanuel entram no local. A polícia encontrou um celular ao lado do corpo da vítima. A suspeita é de que o aparelho pertença ao tio-avô.

Panorama político e social

O caso reacende o debate sobre a proteção infantil e a atuação do sistema de Justiça em Alagoas, estado que registra altos índices de violência contra crianças. A conversão da prisão em preventiva, determinada pelo juiz Carlos Pitta, segue a linha de decisões recentes do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) que priorizam a segregação cautelar em crimes hediondos. A DHPP, sob coordenação da Secretaria de Segurança Pública, intensifica as investigações para esclarecer a autoria e a motivação do crime, enquanto organizações de direitos humanos cobram políticas públicas mais efetivas de prevenção e acolhimento às vítimas.

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