Uma decisão judicial autorizou a interrupção do fornecimento de oxigênio hospitalar a unidades de saúde em Alagoas, gerando alerta sobre a segurança de pacientes e expondo uma crise de abastecimento que já vinha sendo denunciada. O parlamentar Vavazinho criticou a situação e cobrou providências do governo estadual, destacando que a dívida da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) com a empresa White Martins é o principal motivo para a medida extrema.
A autorização judicial, concedida em caráter liminar, permite que a White Martins suspenda o fornecimento de oxigênio medicinal para hospitais públicos e privados que não estejam em dia com os pagamentos. A decisão atinge diretamente unidades que atendem pacientes graves, incluindo aqueles internados em UTIs e emergências, colocando em risco a vida de centenas de pessoas. Vavazinho afirmou que já havia alertado o governo sobre os problemas relacionados ao abastecimento e criticou a gestão financeira da Sesau, que acumula débitos com a fornecedora.
Panorama político e impacto da crise
A crise do oxigênio em Alagoas ocorre em um contexto de tensão política entre o Legislativo e o Executivo estadual. Vavazinho ressaltou que a inadimplência da Sesau não é um fato novo e que a falta de planejamento orçamentário compromete serviços essenciais. A decisão judicial, segundo ele, expõe a fragilidade do sistema de saúde e a necessidade de uma ação urgente do governo para evitar um colapso. A situação também levanta questionamentos sobre a capacidade de gestão da pasta, que já enfrenta críticas por atrasos em repasses e falta de insumos básicos.
O impacto da interrupção do fornecimento de oxigênio seria devastador: hospitais de referência, como o Hospital Geral do Estado (HGE) e unidades do interior, dependem do insumo para manter pacientes com insuficiência respiratória, vítimas de traumas e casos de emergência. A White Martins, maior fornecedora do gás no estado, alega que a dívida acumulada inviabiliza a continuidade do serviço, enquanto a Sesau busca alternativas para renegociar os débitos. A população, no entanto, permanece refém da disputa financeira, com a saúde pública em jogo.
O caso reacende o debate sobre a terceirização de serviços hospitalares e a dependência de empresas privadas para insumos críticos. Enquanto isso, Vavazinho e outros parlamentares pressionam o governo a apresentar um plano de pagamento e garantir que a decisão judicial não seja executada. A crise, no entanto, já expõe as fragilidades do sistema e a urgência de uma solução que priorize a vida dos pacientes.
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