A Polícia Federal apreendeu na quarta-feira (8) uma espingarda calibre 12 registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Cachoeirinha (RS). O armamento foi localizado após um homem procurar espontaneamente a corporação para informar a posse do objeto e manifestar interesse em entregá-lo. A ação ocorre em meio a investigações sobre o arsenal do ex-mandatário.

Segundo a PF, o cidadão que estava com a arma não tinha vínculo com Bolsonaro e decidiu entregá-la após verificar que o registro estava em nome do ex-presidente. A corporação não detalhou como o objeto foi parar nas mãos do homem, mas confirmou que a espingarda estava em situação regular. O caso levanta questionamentos sobre o controle de armas no país e a responsabilidade de Bolsonaro sobre seu arsenal.

Esta não é a primeira vez que armas registradas em nome do ex-presidente são apreendidas. Em 2023, a PF já havia recolhido fuzis e pistolas em endereços ligados a ele. A situação reforça as críticas de especialistas à política armamentista do governo anterior, que facilitou o registro de armas de fogo. O ex-presidente, por meio de sua assessoria, não se manifestou até o fechamento desta edição.

O próximo passo da PF é investigar a origem da espingarda e se houve qualquer irregularidade na transferência de posse. O caso pode gerar novas pressões sobre Bolsonaro, que já enfrenta investigações por suposto envolvimento em milícias digitais e tentativa de golpe. A apreensão também reacende o debate sobre a necessidade de um controle mais rigoroso do armamento no Brasil.

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