O PSDB não terá candidato próprio à Presidência da República em 2026. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, deputado Aécio Neves, que vinha sendo cogitado para o posto, mas naufragou nas pesquisas de intenção de voto. A decisão, tomada em reunião da executiva, enterra de vez qualquer esperança de protagonismo nacional da legenda e, em Alagoas, levanta uma questão incômoda: o que o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), fará agora?
Sem um nome tucano no páreo presidencial, JHC perde a principal justificativa para manter o PSDB como trincheira eleitoral. Nos bastidores, aliados do prefeito já admitem que a pressão por uma aliança com o PL de Jair Bolsonaro ou com o MDB de Renan Calheiros deve aumentar nos próximos meses. A indefinição sobre o futuro partidário de JHC, que já flertou com outras legendas, ganha contornos de novela.
Enquanto isso, o cenário nacional se movimenta. O filho mais novo de Bolsonaro oficializou pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina, e o PL cearense vive crise com a possível aliança com Ciro Gomes — situação que Flávio Bolsonaro tenta apagar em Fortaleza. Já o influenciador Pablo Marçal é cortejado por Milton Leite para disputar uma vaga na Assembleia de São Paulo. Em meio a esse tabuleiro, JHC precisa decidir se embarca em um palanque alheio ou se arrisca voo solo.
O próximo passo esperado é uma reunião do prefeito com a cúpula tucana ainda neste semestre. Se o PSDB não oferecer um projeto viável para 2026, JHC pode seguir o caminho de outros prefeitos do partido e buscar abrigo em siglas com mais cacife eleitoral. A política alagoana, como sempre, não dá trégua.
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