Varejo adere a código contra racismo: “Consumidor negro precisa de respeito”

O varejo brasileiro começa a dar um passo concreto contra o racismo nas relações de consumo. Grandes empresas aderiram ao Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro, iniciativa liderada pelo Movimento pela Equidade Racial (MOVER). O objetivo é coibir práticas discriminatórias e garantir um atendimento mais igualitário em milhares de lojas pelo país.

O código estabelece diretrizes claras para o tratamento de clientes negros, que historicamente sofrem com abordagens preconceituosas, como suspeitas infundadas de furto ou atendimento diferenciado. A adesão é voluntária, mas as companhias signatárias se comprometem a treinar funcionários e a criar canais de denúncia. A medida repercute em um setor que movimenta bilhões e emprega milhões de brasileiros.

A iniciativa ganha força em meio a debates sobre representatividade e justiça social. Para especialistas, a autorregulação é um avanço, mas precisa ser fiscalizada. O próximo passo esperado é a ampliação do pacto para pequenos e médios negócios, além da criação de indicadores que meçam a efetividade das ações contra o racismo no dia a dia do comércio.

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