Lula aposta em Patrus Ananias para ter palanque em Minas, o 2º maior colégio eleitoral do país

O presidente Lula deve escolher o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) como seu candidato ao governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, após sucessivas tentativas frustradas de aliança com outros partidos e nomes. A decisão ocorre depois de Rodrigo Pacheco (PSD), Josué Gomes (PSB) e Alexandre Kalil (PDT) recusarem a candidatura ou aliança com o PT, e de Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem, preferir disputar o Senado. O movimento busca garantir um palanque petista no estado, que desde a redemocratização define o vencedor da eleição presidencial, mas enfrenta forte rejeição ao partido entre os mineiros.

Patrus Ananias é visto como um nome moderado, com boa imagem no PT e forte ligação com pautas sociais. Ex-prefeito de Belo Horizonte, ele é considerado capaz de reduzir a rejeição ao partido em Minas, onde a sigla ainda é tóxica para parte do eleitorado. A expectativa dos petistas é usar a eleição estadual para melhorar a imagem do partido no estado, enquanto Marília Campos é apontada como renovação, mas optou por manter sua candidatura ao Senado.

Alianças frustradas e o cenário político mineiro

As negociações para uma chapa ampla incluíram conversas com o MDB, mas foram descartadas. O lançamento de um nome do PSB também foi analisado, mas Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, recusou-se a entrar em nova disputa eleitoral. Já Alexandre Kalil, hoje no PDT, justificou que a aliança com o PT na última eleição foi o motivo de sua derrota, negando-se a repetir a parceria. A ausência de um palanque unificado no estado fragiliza a campanha de Lula, que precisa de apoio local para vencer em Minas, onde a polarização com o bolsonarismo é intensa.

O peso de Minas na eleição presidencial

Minas Gerais é classificado como estado chave para a eleição presidencial, pois, desde a redemocratização, quem vence no estado vence a disputa nacional. Do outro lado, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, ainda aguarda uma definição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que prometeu anunciar sua candidatura após a Copa do Mundo, na segunda quinzena de julho. A indefinição em ambos os campos mostra que Minas segue como ponto frágil para os dois principais lados da disputa, com desafios de articulação e rejeição partidária.

A escolha de Patrus Ananias também reflete a dificuldade do PT em construir alianças amplas em estados estratégicos, como já ocorre em outras regiões. Enquanto isso, o PSD de Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab enfrenta racha em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, com chapa pura limitando fundo eleitoral e tempo de TV. A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro dificulta alianças, e Minas, com seu peso eleitoral, pode ser o fiel da balança na corrida presidencial.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *