Moradores do bairro Clima Bom, em Maceió, registraram em vídeo um suspeito de invadir e roubar casas na região, acendendo alerta para a escalada da violência patrimonial na capital alagoana. As imagens, divulgadas pelo portal TNH1, mostram o homem agindo em plena luz do dia, escalando muros e forçando portas, enquanto vizinhos tentam alertar as vítimas e acionar a polícia. O caso expõe a fragilidade da segurança pública em bairros periféricos e reacende o debate sobre políticas de prevenção e policiamento comunitário.
De acordo com relatos de moradores ouvidos pela reportagem, o suspeito já teria agido em pelo menos três residências nas últimas semanas, sempre no mesmo horário, entre 10h e 14h, quando muitos trabalhadores estão fora. Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, contou que perdeu eletrodomésticos, joias e dinheiro em espécie, avaliados em aproximadamente R$ 15 mil. A comunidade reclama da falta de rondas policiais e da demora no atendimento das ocorrências, o que incentiva a ação de criminosos.
Panorama da Segurança Pública em Alagoas
O caso do Clima Bom não é isolado. Dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) indicam que os roubos a residências cresceram 12% no primeiro semestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando mais de 800 ocorrências na região metropolitana de Maceió. Especialistas apontam que a falta de investimento em tecnologia, como câmeras de monitoramento e iluminação pública, aliada à defasagem no efetivo policial, contribui para o aumento da criminalidade. A Polícia Militar, por sua vez, afirma que intensificou o patrulhamento no bairro, mas reconhece que a demanda supera a capacidade operacional.
Líderes comunitários do Clima Bom cobram ações integradas entre Prefeitura de Maceió, Governo de Alagoas e Polícia Civil para conter a onda de invasões. Em nota, a SSP-AL informou que investiga o caso e que o suspeito já foi identificado por meio das imagens, mas ainda não foi localizado. A população, no entanto, segue apreensiva e organiza mutirões de vigilância, enquanto aguarda respostas concretas do poder público.
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