Bellingham brilha, iguala Kane e acirra disputa pela artilharia da Copa do Mundo

O meio-campista Jude Bellingham assumiu o protagonismo da seleção inglesa neste sábado (11) ao marcar os dois gols da vitória sobre a Noruega, em partida válida pela fase de grupos da Copa do Mundo. Com a atuação decisiva, o camisa 10 inglês igualou o atacante Harry Kane na artilharia do torneio, ambos com quatro gols, e entrou de vez na briga pelo prêmio de goleador máximo da competição.

O jogo, realizado no Estádio Al Bayt, em Al Khor, foi marcado pelo domínio absoluto da Inglaterra desde o primeiro minuto. Bellingham abriu o placar aos 23 minutos do primeiro tempo, após jogada individual pela direita, e ampliou aos 12 da etapa final, com um chute de fora da área que não deu chances ao goleiro norueguês Ørjan Nyland. A vitória por 2 a 0 consolidou a liderança do grupo D, com seis pontos em dois jogos, e praticamente garantiu a classificação inglesa às oitavas de final.

Disputa acirrada pela artilharia

A igualdade entre Bellingham e Kane na liderança da artilharia reflete o equilíbrio ofensivo da seleção inglesa, que tem alternado seus goleadores ao longo da competição. Enquanto Kane marcou três gols na estreia contra o Irã e um contra os Estados Unidos, Bellingham agora soma dois gols contra o Irã e dois contra a Noruega. A concorrência interna, no entanto, não tem gerado atritos, segundo declarações do técnico Gareth Southgate à imprensa inglesa: “Eles se complementam. O importante é que a equipe está vencendo e criando chances para todos”.

Na briga geral pela artilharia, outros nomes também se destacam. O atacante francês Kylian Mbappé soma três gols, enquanto o argentino Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo têm dois cada. A fase de grupos ainda reserva confrontos decisivos, e a disputa pelo prêmio de goleador máximo promete se estender até as fases finais.

Panorama político e econômico do torneio

A Copa do Mundo no Catar tem sido marcada não apenas pelo futebol, mas também por debates geopolíticos e econômicos. A escolha do país-sede, alvo de críticas por questões de direitos humanos e condições de trabalho de imigrantes, gerou protestos em diversas capitais europeias. A Inglaterra, por exemplo, liderou uma campanha por melhores condições aos trabalhadores, enquanto a Noruega se destacou por críticas à organização do evento. No campo econômico, o torneio movimenta cifras bilionárias, com investimentos estimados em US$ 220 bilhões em infraestrutura, segundo relatórios da FIFA. A expectativa é de que o evento gere um impacto positivo de US$ 17 bilhões na economia catari, embora analistas apontem riscos de endividamento a longo prazo.

No aspecto esportivo, a competição tem sido marcada por surpresas, como a eliminação precoce da Alemanha e o desempenho consistente de seleções africanas, como Senegal e Marrocos. A Inglaterra, por sua vez, mantém a invencibilidade e é apontada como uma das favoritas ao título, ao lado de Brasil, França e Argentina. O próximo desafio dos ingleses será contra o País de Gales, na terça-feira (15), onde uma vitória pode garantir a primeira colocação do grupo.

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