Segurança é executado a tiros em Teresina; briga por paternidade é a principal linha de investigação

O segurança Erismar Rodrigues dos Santos, de 47 anos, foi assassinado a tiros na noite de sábado (11) na Avenida Padre Humberto Pietrogrande, na Zona Sudeste de Teresina. Segundo a Polícia Militar do Piauí (PMPI), a vítima pilotava uma motocicleta quando foi abordada por dois homens que também estavam em uma moto. A dupla se aproximou e atirou várias vezes contra Erismar, que, mesmo ferido, abandonou o veículo e tentou fugir correndo, mas foi atingido novamente e caiu cerca de 20 metros à frente. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte no local.

Próximo ao corpo, os policiais encontraram uma mochila e um celular. A perícia identificou ao menos três ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e recolheu diversos estojos de munição espalhados pela avenida. Após o crime, os suspeitos fugiram pela avenida em direção ao Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJPI). Policiais militares fizeram buscas na região e analisaram imagens de câmeras de monitoramento para tentar identificar a dupla, mas não encontraram registros da motocicleta usada na fuga.

Investigação e contexto social

O corpo foi removido pelo Instituto de Medicina Legal (IML). O caso é investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Até a última atualização desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso. A principal linha de investigação aponta que uma briga por paternidade pode ter motivado o crime, o que insere o caso em um contexto mais amplo de violência urbana e conflitos familiares que frequentemente resultam em homicídios na região.

O assassinato de Erismar Rodrigues dos Santos ocorre em meio a um cenário de crescente preocupação com a segurança pública em Teresina. Dados recentes indicam que a Zona Sudeste da capital concentra um número elevado de ocorrências violentas, muitas delas ligadas a disputas pessoais e ao tráfico de drogas. A falta de registros de câmeras de monitoramento na via pública dificulta o trabalho policial e expõe a necessidade de ampliação do sistema de vigilância eletrônica na cidade.

O DHPP segue com as investigações e não descarta outras hipóteses, mas a motivação ligada à paternidade é a mais forte até o momento. A comunidade local aguarda respostas das autoridades, enquanto a violência segue ceifando vidas e deixando famílias enlutadas.

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