Fifa propõe ampliar Copa do Mundo para 64 seleções após 2026, gerando debate sobre impacto no calendário

A Fifa anunciou que irá discutir a ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções após o Mundial de 2026, conforme declarou o presidente da entidade, Gianni Infantino. A proposta será analisada pelos órgãos dirigentes da federação internacional, em um movimento que pode transformar a estrutura do torneio mais prestigiado do futebol. O formato atual, com 48 equipes, estreou nesta edição de 2026, e a nova expansão já gera debates sobre o calendário esportivo e o equilíbrio competitivo.

A declaração foi feita por Infantino durante evento oficial, sem detalhar prazos ou etapas do processo. A Fifa não divulgou estudos de impacto, mas a proposta reflete uma tendência de crescimento do torneio, que passou de 32 para 48 times em 2026. A ampliação para 64 seleções exigiria ajustes no calendário de clubes e seleções, além de aumentar o número de jogos e a pressão sobre os atletas.

Panorama político e econômico

A discussão ocorre em meio a um cenário de expansão comercial da Fifa, que busca maximizar receitas com direitos de transmissão e patrocínios. A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, já é a maior da história, com 48 seleções. A proposta de 64 times, no entanto, enfrenta resistência de ligas nacionais e confederações, preocupadas com a sobrecarga de jogos e a desvalorização de torneios regionais.

Críticos apontam que a ampliação pode diluir a qualidade técnica do torneio, enquanto defensores argumentam que ela aumenta a representatividade global. A Fifa não confirmou se a mudança valeria para a edição de 2030, que será sediada por Marrocos, Portugal e Espanha, ou para 2034. A decisão final caberá ao Congresso da Fifa, que reúne as 211 federações filiadas.

O anúncio de Infantino ocorre em um momento de tensão política no futebol mundial, com debates sobre reformas na governança da entidade e críticas à concentração de poder. A proposta de 64 seleções pode ser vista como uma tentativa de ampliar a base de apoio entre federações menores, mas também levanta questões sobre a sustentabilidade do torneio a longo prazo.

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