A artesã Denny Cardoso denunciou ter sido envenenada durante meses enquanto trabalhava em um projeto social no Recife. Ela afirma que uma aluna colocava mercúrio na garrafa de água dela. Imagens gravadas pela vítima mostram a suspeita despejando uma substância no recipiente, e laudos periciais confirmaram a presença do metal na água e no organismo da artesã. Ela conta que até chegou a sentir uma “bolinha” de mercúrio na garganta após beber água, e chamou a polícia após filmar, pela segunda vez, a suspeita colocando uma substância na garrafa dela. O caso é investigado pela Polícia Civil há mais de um ano e o inquérito ainda não foi concluído.
Segundo a vítima, ela começou a apresentar sintomas de intoxicação no segundo semestre de 2024. Ela trabalhava havia mais de dez anos no projeto Arte na Medicina, que funciona em um anexo do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife. Ela afirma que uma mulher que frequentava as aulas como acompanhante do filho colocava mercúrio na garrafa de água dela durante vários meses.
De acordo com a artesã, a suspeita é Maria Aparecida Rodrigues de Araújo, que passou a frequentar o projeto cerca de três anos antes do caso vir à tona. Segundo a vítima, a mulher apresentava comportamento hostil, embora ela diga não saber o motivo. O g1 não conseguiu localizar a defesa da suspeita.
A vítima contou que passou a desconfiar que estava sendo envenenada após flagrar a suspeita com a garrafa dela. Na época, a mulher disfarçou e fingiu que apenas estava movendo o recipiente de lugar. A isso, soma-se o fato de ela ter sentido pequenas “bolas” na água e, em um dia, chegou a retirar uma “bolinha” do metal da garganta, após beber água. Depois disso, comprou uma garrafa idêntica, deixou o celular filmando escondido e registrou, em duas ocasiões, a suspeita mexendo no recipiente e colocando uma substância na água. Em seguida, acionou a Polícia Militar.
As imagens foram gravadas em junho de 2025 e mostram a suspeita despejando uma substância dentro da garrafa de água da artesã em duas ocasiões. Após uma das gravações, a vítima acionou a polícia. O caso, que já dura mais de um ano, levanta preocupações sobre a segurança em espaços de convivência e projetos sociais, além de expor os riscos do uso criminoso de substâncias tóxicas como o mercúrio, que pode causar danos neurológicos graves e irreversíveis. A investigação da Polícia Civil segue em andamento, sem previsão de conclusão, enquanto a artesã lida com as sequelas do envenenamento.
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