O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou, nesta segunda-feira (13), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. Em postagem no X, Eduardo sugeriu que a sanção internacional Magnitsky, que permite aos EUA bloquear bens e impedir entrada de estrangeiros acusados de violações de direitos humanos, seja restabelecida contra o magistrado.
A fala de Eduardo ecoa a insatisfação do clã Bolsonaro com as restrições impostas por Moraes, que também já condenou o ex-deputado a oito anos e nove meses de prisão por ataques ao STF. A medida, segundo aliados, visa isolar o ex-presidente politicamente, enquanto a defesa de Jair Bolsonaro tenta reverter a prisão domiciliar no STF.
A proposta de sanção contra Moraes não é nova: Eduardo já havia pedido a Trump que reativasse a medida em 2023, mas o governo americano não avançou. Agora, com a volta de Donald Trump à Casa Branca, o ex-deputado aposta em um novo impulso, embora diplomatas vejam pouca chance de sucesso, já que a Lei Magnitsky é direcionada a violações graves de direitos humanos, não a decisões judiciais.
O próximo passo de Eduardo é articular com aliados nos EUA uma carta formal pedindo a reativação da sanção, mas o gesto pode gerar mais desgaste entre os bolsonaristas e ser usado por Lula na campanha presidencial de 2026.
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