O Brasil pode enfrentar até 127 dias de calor extremo por ano até 2075, contra apenas 6 dias registrados atualmente. A projeção é de um estudo da i4sea, que aplicou 26 modelos climáticos globais ao território nacional, incluindo dados do Instituto Max Planck de Meteorologia. Para Alagoas, o cenário acende alerta em setores como agricultura e saúde pública.
A pesquisa hiperlocalizou os resultados para cada região, indicando que estados do Nordeste, como Alagoas, estão entre os mais vulneráveis. O aumento de dias com temperaturas extremas pode impactar desde a produção de cana-de-açúcar até o abastecimento de água, pressionando gestores municipais e estaduais a adotarem medidas de adaptação climática.
O senador Renan Calheiros já repercutiu o estudo, cobrando ações do governo federal. “O calor extremo não é mais previsão de futuro, é realidade que bate à porta. Precisamos de políticas públicas urgentes”, afirmou. O ministro dos Transportes, Renan Filho, também foi instado a se posicionar sobre os impactos na infraestrutura rodoviária do estado.
Especialistas apontam que, sem redução drástica das emissões de carbono, o número de dias quentes pode triplicar até meados do século. A perspectiva política é que o tema ganhe destaque nas próximas eleições estaduais, com candidatos sendo cobrados por planos de enfrentamento às mudanças climáticas.
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