Ex-funcionária de empresa industrial é presa por desviar R$ 43 mil em vale-alimentação em Maceió

Uma ex-funcionária de uma empresa do setor industrial foi presa na manhã desta terça-feira (14) suspeita de desviar cerca de R$ 43 mil em créditos de vale-alimentação em Maceió. A prisão ocorreu em Rio Largo, na Região Metropolitana, durante a Operação Vale-Fantasma, deflagrada pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol) da Polícia Civil de Alagoas. A polícia não divulgou a identidade da suspeita, de 30 anos, que criou cadastros falsos no sistema para transferir os benefícios para si mesma.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher trabalhava como analista do Departamento Pessoal e era a responsável por cadastrar os benefícios no sistema. Aproveitando o acesso, ela vinculou CPFs falsos a nomes de ex-funcionários da empresa e solicitou novas vias de cartões. Com isso, a suspeita passou a desviar e receber os créditos que seriam destinados a pelo menos 10 ex-funcionários.

Como funcionava a fraude

As investigações apontam que o esquema criminoso durou cerca de oito meses. Nesse período, a polícia identificou aproximadamente 130 transações fraudulentas, que causaram o prejuízo estimado de R$ 43 mil à empresa. Ainda de acordo com a Polícia Civil, a ousadia da fraude chamou a atenção: um dos cadastros chegou a utilizar o CPF de um ex-funcionário já falecido para o desvio do dinheiro.

Na ação, os policiais apreenderam celulares que serão periciados para auxiliar nas investigações. A suspeita foi levada para a Central de Flagrantes e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar se houve outras fraudes semelhantes na empresa e a possível participação de terceiros no esquema.

Panorama político e social

O caso expõe fragilidades nos sistemas de controle de benefícios corporativos em Alagoas, estado que enfrenta desafios históricos de transparência e combate à corrupção. A Operação Vale-Fantasma é mais um exemplo de como a tecnologia pode ser usada para desvios, mas também para investigação, com o uso de perícia digital. A prisão ocorre em um contexto de aumento de fiscalização sobre fraudes em programas sociais e empresariais, que afetam diretamente o orçamento de empresas e a confiança dos trabalhadores. A Polícia Civil de Alagoas reforça a importância de denúncias anônimas e da colaboração entre setores para coibir crimes financeiros.

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