A Assembleia Legislativa de Alagoas planeja instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a aplicação de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev Maceió) no Banco Master, após o recesso parlamentar que se inicia com a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. A decisão ocorre em meio a críticas sobre a gestão dos recursos públicos e a transparência nas aplicações financeiras do instituto, que administra as aposentadorias e pensões dos servidores municipais da capital alagoana.
A CPI foi articulada por deputados estaduais após questionamentos sobre a segurança e a rentabilidade dos investimentos do Iprev Maceió no Banco Master, instituição financeira que tem sido alvo de escrutínio público. O valor de R$ 117 milhões representa uma parcela significativa dos ativos do instituto, e a investigação buscará esclarecer se houve irregularidades na tomada de decisão, conflitos de interesse ou prejuízos ao erário. A iniciativa ganhou força após o recesso parlamentar, que foi precedido pela aprovação da LDO de 2027, em sessão extra articulada pelo líder do governo na Casa.
Panorama político e contexto das investigações
O movimento para instalar a CPI ocorre em um cenário de tensão política em Alagoas, onde a Assembleia Legislativa tem sido palco de debates acalorados sobre a gestão de recursos públicos. Recentemente, o governo estadual foi criticado por atrasos em obras de hospitais e por gastos de R$ 9,2 milhões em geradores desde 2022, que não evitaram um apagão no Hospital Geral do Estado (HGE). A LDO de 2027, aprovada antes do recesso, estabelece as metas fiscais para o próximo ano, mas não impediu que parlamentares focassem em investigações sobre o Iprev Maceió.
O caso do Banco Master também se insere em um contexto nacional de preocupação com a aplicação de recursos de fundos de previdência em instituições financeiras de menor porte, que oferecem taxas de retorno mais altas, mas com riscos elevados. A CPI deverá convocar gestores do Iprev Maceió, representantes do Banco Master e especialistas em finanças públicas para prestar esclarecimentos. A expectativa é que a comissão comece os trabalhos logo após o recesso, com prazo de 120 dias para conclusão.
Paralelamente, a Assembleia Legislativa aprovou a LDO de 2027 em sessão extra, conforme articulação do líder do governo, encerrando o semestre legislativo. O recesso parlamentar, que se inicia agora, não impede a instalação de CPIs, que podem funcionar durante o período de descanso dos deputados, desde que haja acordo entre os líderes partidários. A investigação sobre os R$ 117 milhões do Iprev Maceió promete ser um dos temas centrais do segundo semestre na política alagoana.
Fonte: ver noticia original

