A mais recente pesquisa da Quaest, divulgada em 15 de julho de 2026, revela que Lula, do PT, lidera a corrida presidencial com 45% das intenções de voto no segundo turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro, do PL. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o índice de confiança é de 95%. No primeiro turno, Lula oscilou para 40% (de 39% em junho), enquanto Flávio Bolsonaro caiu para 28% (de 29% em junho). A pesquisa, encomendada pela Globo e publicada pelo Jornal Nacional, entrevistou eleitores em todo o Brasil e reflete um cenário de polarização, mas com movimentos de rejeição e indecisão que podem influenciar o desfecho eleitoral.
No primeiro turno, Ronaldo Caiado, do PSD, manteve-se com 4% (dentro da margem de erro, de 2% a 6%). Romeu Zema, do Novo, oscilou para 2% (de 2% em junho), e Renan Santos, do Missão, permaneceu com 3%. Os três estão empatados tecnicamente. Cabo Daciolo, do Mobiliza; Augusto Cury, do Avante; Joaquim Barbosa, do Democracia Cristã; e Samara Martins, da Unidade Popular, registraram 1% cada. Edmilson Costa, do PCB; Heró Bezerra, do PRTB; e Hertz Dias, do PSTU, não pontuaram. Os indecisos somaram 11% (ante 10% em junho), e os que votariam branco, nulo ou não votariam caíram para 8% (de 9% em junho).
Cenários de segundo turno ampliam vantagem de Lula
A Quaest simulou quatro cenários de segundo turno. No primeiro, entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula subiu de 44% em junho para 45%, enquanto Bolsonaro caiu de 38% para 37%. Os indecisos somaram 4%, e os que votariam branco, nulo ou não votariam ficaram em 14% (estáveis desde maio). No segundo cenário, entre Lula e Ronaldo Caiado, Lula manteve 45% (como em junho), e Caiado subiu de 35% para 36%. Indecisos: 4%. Brancos, nulos ou não votariam: 15% (ante 16% em junho). No terceiro cenário, entre Lula e Romeu Zema, Lula também ficou com 45% (estável), e Zema manteve 35%. Indecisos: 4%. Brancos, nulos ou não votariam: 16% (ante 17% em junho). O quarto cenário, entre Lula e Renan Santos, não teve detalhes divulgados na fonte original.
O panorama político geral indica que, embora Lula mantenha vantagem consolidada nos segundos turnos, a alta taxa de indecisos (11% no primeiro turno) e o percentual de eleitores que rejeitam todos os candidatos (8% de brancos/nulos) sugerem um eleitorado ainda volátil. A queda de Flávio Bolsonaro no primeiro turno (de 32% em março para 28% em julho) e a estabilidade de Lula (entre 39% e 40% no mesmo período) reforçam a percepção de que a disputa pode ser influenciada por eventos futuros, como alianças partidárias e debates. A pesquisa também mostra que, entre os demais pré-candidatos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos seguem empatados tecnicamente, sem conseguir romper o patamar de 4%.
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