A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu, na manhã desta quinta-feira (16), mandados de busca e apreensão contra o dono de uma joalheria investigado por vender um relógio de luxo falso por R$ 200 mil. A ação, conduzida pela 12ª DP (Copacabana), tem como alvo André Vinícius Peralta, de 55 anos, que mantém uma loja em um shopping da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense. Segundo a polícia, ele cobrou os R$ 200 mil por um Patek Philippe adulterado, cujo maquinário interno era de fabricação chinesa, descaracterizando a autenticidade e o valor de mercado do produto.
A Patek Philippe é uma fabricante suíça de relógios de luxo fundada em 1839, considerada uma das marcas mais prestigiadas do mundo. Seus modelos são produzidos em quantidade limitada, geralmente feitos artesanalmente, e podem alcançar valores de centenas de milhares ou até milhões de reais, dependendo da peça. No caso investigado, a vítima afirmou ter comprado o relógio após receber a garantia de que o produto era autêntico e estava em perfeitas condições. Após a compra, porém, o comprador submeteu a peça a uma perícia técnica especializada, que concluiu que o maquinário interno não era original da marca, mas de fabricação chinesa.
De acordo com a investigação, após ser informado sobre o resultado da perícia, o empresário aceitou receber o relógio de volta e prometeu devolver integralmente o dinheiro pago. No entanto, conforme apurado pela polícia, o reembolso não foi feito, e Peralta alegou ter revendido o Patek Philippe a outra pessoa, deixando a vítima sem o bem e sem o valor desembolsado. O relógio, porém, foi encontrado nesta quinta-feira na casa de Peralta, durante o cumprimento dos mandados.
Antecedentes investigados
Segundo a Polícia Civil, Peralta acumula passagens por crimes como estelionato, receptação, furto, apropriação indébita e ameaça. Ele também já foi preso duas vezes e respondeu, em 2009, por ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha, em Armação dos Búzios. As investigações apontam ainda que o empresário foi alvo de mandados de busca e apreensão em 2019, durante a Operação Boca Rica, da Delegacia de Roubos e Furtos. Na ocasião, seis lojas que compravam joias e ouro foram lacradas e interditadas. Segundo a polícia, Peralta foi indiciado por receptação após a compra, por meio de sua loja, de joias e um relógio Rolex de ouro que haviam sido furtados de uma propriedade.
No caso desta quinta-feira, o empresário pode responder por apropriação indébita, estelionato e crime contra a ordem tributária. A TV Globo tenta contato com a defesa de Peralta. O caso reforça a preocupação com golpes envolvendo artigos de luxo no mercado carioca, onde a falsificação de relógios de alto valor tem se tornado alvo frequente de operações policiais, impactando tanto consumidores quanto o comércio legítimo de joias e relógios.
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