A estudante de Pedagogia Josy Marinho, moradora do Benedito Bentes, em Maceió, desabafa sobre o impacto da alta dos aluguéis na região. “Eu vivi aqui a minha vida inteira, conheço cada pedacinho do Benedito Bentes”, afirma, destacando que o aumento nos preços dos imóveis a assusta. “É muito desanimador perceber que você pode ser obrigada a sair do bairro onde cresceu, onde está sua família e seu trabalho, só para pagar menos”, completa.
A situação reflete uma tendência de valorização imobiliária que atinge bairros periféricos da capital alagoana. Moradores antigos, como Josy, enfrentam o dilema entre permanecer em áreas conhecidas ou buscar alternativas mais baratas, muitas vezes distantes de redes de apoio e serviços essenciais.
A especulação imobiliária e a falta de políticas públicas de habitação popular são apontadas como causas do fenômeno. Enquanto isso, famílias inteiras veem o sonho da moradia estável se distanciar, em meio a um mercado que prioriza o lucro sobre a permanência das comunidades.
O próximo passo esperado é que o poder público municipal e estadual apresentem medidas para conter a escalada dos aluguéis e garantir o direito à moradia digna, sob risco de acelerar o êxodo de moradores tradicionais para áreas ainda mais precárias.
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