Aliados do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (JHC) tratam de apagar o incêndio político. Em conversas reservadas, asseguram que ele não tem qualquer responsabilidade pela ação movida pelo Democracia Cristã (DC) — partido comandado pelo pai dele, JC Caldas — contra a candidatura de Alvinho Lira, filho do presidente da Câmara, Arthur Lira.
A relação familiar virou um nó jurídico e político. O DC tenta na Justiça Eleitoral barrar o registro de Alvinho, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. A manobra levanta suspeitas de que JHC estaria por trás do movimento, já que o ex-prefeito é adversário histórico de Arthur Lira.
“JHC não tem nada a ver com isso”, repetem os caldistas mais próximos. A estratégia é clara: evitar que o imbróglio familiar contamine a imagem do ex-prefeito, que tenta se manter como nome forte para 2026. Mas a coincidência de sobrenomes e interesses políticos pesa contra o discurso de neutralidade.
Enquanto isso, o STF aperta o cerco contra tribunais que furam o teto salarial de R$ 78,8 mil, em decisão que pode impactar o funcionalismo público. Em Alagoas, a Justiça Eleitoral já condenou perfis ligados a JHC por preconceito contra alagoanos, decisão que reforça os limites do debate político.
O próximo passo esperado é a decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido do DC. Se acolhido, o caso pode escalar para o STF e virar mais um capítulo da rivalidade entre os Caldas e os Lira. Até lá, JHC tenta se blindar — mas o sobrenome e o partido do pai falam mais alto.
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