O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), marcou para o dia 28 de julho, às 14h, o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na investigação que apura o crime de calúnia contra o presidente Lula (PT). A PF (Polícia Federal) ouvirá o parlamentar às 14h, conforme decisão divulgada nesta quinta-feira (17 de julho de 2026).
O caso, que tramita no STF sob relatoria de Moraes, envolve acusações de que Flávio Bolsonaro teria proferido declarações consideradas caluniosas contra Lula. A investigação foi aberta após representação da defesa do presidente, que alega que as falas do senador ultrapassaram os limites da crítica política e configuraram crime previsto no Código Penal.
Panorama político e jurídico
O depoimento ocorre em um contexto de acirramento das disputas políticas no Brasil, com investigações e ações judiciais envolvendo figuras de diferentes espectros partidários. A decisão de Moraes, conhecido por sua atuação em casos de grande repercussão, reforça a atuação do STF em temas que envolvem a honra de autoridades e a liberdade de expressão.
Flávio Bolsonaro, que já foi alvo de outras investigações no passado, nega as acusações e afirma que suas declarações foram feitas no exercício legítimo do mandato parlamentar. A defesa do senador deve comparecer ao depoimento para prestar esclarecimentos à PF.
O caso também insere-se em um cenário mais amplo de tensões entre os Poderes, com críticas frequentes de setores políticos ao STF e ao seu papel em investigações que envolvem agentes públicos. A data do depoimento, marcada para o final de julho, ocorre em meio a discussões sobre reformas e pautas econômicas no Congresso Nacional.
O presidente Lula, por sua vez, tem sido alvo de diversas ações judiciais e políticas, mas a investigação por calúnia contra Flávio Bolsonaro representa um desdobramento relevante nas relações entre o governo e a oposição. A expectativa é que o depoimento traga novos elementos para o inquérito, que pode resultar em sanções legais caso a calúnia seja comprovada.
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