A Operação Língua Suja realizou, nesta semana, uma inspeção detalhada nos empreendimentos localizados na Feirinha do Tabuleiro, em Maceió, resultando na notificação de diversos comerciantes por irregularidades sanitárias e ambientais. A ação, que contou com a participação de agentes municipais e estaduais, estabeleceu um prazo de 15 dias para que os estabelecimentos notificados apresentem a regularização das pendências identificadas.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Frances News, a operação teve como foco principal a verificação das condições de higiene, armazenamento de alimentos, destino de resíduos e licenciamento ambiental dos pontos de venda. A Feirinha do Tabuleiro, tradicional ponto de comércio popular na capital alagoana, reúne dezenas de barracas e lojas que comercializam desde artesanato até alimentos típicos da região.
Detalhes da fiscalização e irregularidades encontradas
Durante a vistoria, os fiscais constataram problemas como falta de alvará sanitário, ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs) para manipuladores de alimentos, acúmulo de lixo em áreas inadequadas e deficiências no sistema de esgotamento sanitário. Em alguns casos, foram encontrados produtos vencidos ou armazenados em desacordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os comerciantes notificados receberam um termo detalhando as irregularidades e as medidas corretivas necessárias.
A operação integra um esforço mais amplo de fiscalização que vem sendo implementado em feiras e mercados públicos de Maceió, visando garantir a segurança alimentar da população e a preservação ambiental. A Feirinha do Tabuleiro, por sua localização estratégica e grande fluxo de visitantes, tornou-se alvo prioritário dessas ações.
Panorama político e administrativo
A Operação Língua Suja ocorre em um contexto de crescente pressão por parte de entidades de defesa do consumidor e do Ministério Público Estadual para que os órgãos públicos intensifiquem a fiscalização em áreas de comércio popular. A Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, e o Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Saúde e do Instituto do Meio Ambiente (IMA), têm coordenado ações conjuntas para reduzir os riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
A medida também reflete uma tendência nacional de modernização da gestão de feiras livres e mercados, que busca conciliar a tradição do comércio de rua com as exigências legais de higiene e sustentabilidade. A expectativa é que, após o prazo de 15 dias, novas vistorias sejam realizadas para verificar o cumprimento das notificações, podendo resultar em multas ou até interdição dos estabelecimentos que não se adequarem.
Comerciantes da Feirinha do Tabuleiro, que preferiram não se identificar por receio de retaliações, relataram que a operação foi surpresa e que muitos não tinham conhecimento integral das normas exigidas. Associações de microempreendedores locais prometem oferecer suporte técnico e jurídico para que os associados consigam se regularizar dentro do prazo estipulado.
Fonte: ver noticia original

