Número de mortos em terremotos na Venezuela ultrapassa 5 mil; crise humanitária se aprofunda

O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela no último mês ultrapassou a marca de 5 mil, conforme balanço oficial divulgado neste domingo (26). As autoridades reportam 5.069 vítimas fatais, enquanto quase 18 mil pessoas seguem desabrigadas, um mês após os abalos sísmicos que devastaram diversas regiões do país. A crise humanitária se aprofunda, com comunidades inteiras isoladas e infraestrutura de saúde e abastecimento severamente comprometida.

Os dados, compilados pela Defesa Civil venezuelana e pelo Ministério do Interior, indicam que os estados mais afetados são Mérida, Táchira e Lara, onde o número de desabrigados ultrapassa 12 mil. Equipes de resgate internacionais, incluindo brigadas da Cruz Vermelha e da ONU, continuam as buscas por sobreviventes, mas o foco principal agora é a assistência humanitária, com distribuição de alimentos, água potável e medicamentos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o risco de surtos de doenças como cólera e dengue, devido à falta de saneamento básico nos abrigos temporários.

Panorama político e social

O desastre natural ocorre em um contexto de instabilidade política e econômica na Venezuela, que já enfrentava uma grave crise humanitária antes dos terremotos. A Assembleia Nacional, de maioria opositora, criticou a lentidão do governo na resposta aos abalos, enquanto o Executivo alega que as sanções internacionais dificultam a importação de maquinário pesado e insumos médicos. Organizações não governamentais, como a Human Rights Watch, denunciam a falta de transparência na distribuição de ajuda humanitária, com relatos de desvio de recursos. A Comunidade Internacional, por meio da União Europeia e dos Estados Unidos, prometeu enviar mais de US$ 50 milhões em auxílio emergencial, mas a burocracia e as tensões diplomáticas atrasam a chegada dos recursos.

Enquanto isso, a população local organiza mutirões de solidariedade, com doações de roupas e alimentos. Em Caracas, manifestações de famílias desabrigadas exigem moradias temporárias e compensação financeira. O governo anunciou a criação de um fundo de reconstrução de US$ 200 milhões, mas especialistas apontam que o valor é insuficiente diante dos danos estimados em mais de US$ 1,5 bilhão. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho classificou a situação como uma das piores crises humanitárias da América Latina na última década.

Para mais informações, acompanhe as atualizações da série de reportagens sobre a crise na Venezuela: Sobe para 4.829 o número de mortos após terremotos na Venezuela; crise humanitária se aprofunda, Sobe para 4.561 o número de mortos após terremotos na Venezuela; crise humanitária se aprofunda, Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 4.490; crise humanitária se aprofunda, Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 4.333; crise humanitária se agrava e Número de mortos em terremotos na Venezuela ultrapassa 4.000; crise humanitária se intensifica.

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