Tarifaço e ufanismo: Lula e Flávio Bolsonaro em lados opostos na crise com os EUA

Em meio à escalada da guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos, uma nova pesquisa Quaest revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi o grande derrotado no quesito tarifaço, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu fortalecido na opinião pública. O levantamento, divulgado neste sábado (18), mostra que a maioria do eleitorado culpa o parlamentar pelo aumento das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, enquanto aprova a postura do chefe do Executivo brasileiro no enfrentamento da crise.

Segundo a pesquisa, Flávio Bolsonaro gabaritou negativamente o questionário sobre o tarifaço, recebendo a pior avaliação entre os políticos mencionados. O resultado contrasta com a aprovação dada a Lula, que, de acordo com o estudo, teve suas ações endossadas de “A a Z” pelo eleitorado. A pesquisa ouviu eleitores em todo o país e capturou o descontentamento com a condução do tema por parte do senador, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Panorama político e impacto da crise

O tarifaço, que elevou as tarifas de importação de produtos brasileiros nos EUA, gerou uma crise diplomática e econômica de grandes proporções. A pesquisa Quaest, citada pela colunista Dora Kramer, da Folha de S.Paulo, indica que a população responsabiliza diretamente Flávio Bolsonaro pelo agravamento da situação, enquanto vê em Lula a liderança necessária para enfrentar o que muitos analistas chamam de “guerra comercial”. O cenário expõe a polarização política brasileira, com o PT e o PL em campos opostos na avaliação da crise.

Especialistas apontam que o tarifaço pode ter impactos profundos na economia brasileira, afetando setores como o agronegócio e a indústria. A pesquisa, no entanto, mostra que, no campo da opinião pública, a disputa se transformou em um teatro de ufanismo, com Lula assumindo o papel de defensor dos interesses nacionais e Flávio Bolsonaro sendo alvo de críticas. O levantamento completo está disponível no site da Quaest e foi amplamente repercutido pela imprensa.

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