No segundo dos dez dias dados pelo ministro Flávio Dino para que presidentes de partidos digam se interferem, ou não, na destinação de emendas parlamentares, Gilberto Kassab (PSD) foi logo negando a prática.
Kassab apressou-se em puxar uma fila que provavelmente será seguida pelos demais dirigentes. Deixarão Valdemar Costa Neto (PL) pendurado na escada em que subiu ao tentar, numa entrevista à GloboNews, normalizar a usurpação das direções partidárias de atribuições exclusivas dos donos de mandato legislativo.
O panorama político geral indica que a postura de Kassab pode isolar Valdemar Costa Neto, que defendeu a interferência partidária como prática normal. A decisão de Kassab, ao negar influência, contrasta com a tentativa de Valdemar de normalizar a usurpação de atribuições legislativas, gerando um racha entre os estilos antigos de liderança partidária.
O impacto dessa divergência pode influenciar a resposta dos demais partidos ao STF, com a maioria tendendo a seguir o exemplo de Kassab para evitar sanções judiciais. A situação expõe as tensões entre as direções partidárias e os parlamentares, em um momento de escrutínio sobre a transparência na destinação de emendas.
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