Os SUVs deixaram de ser um capricho de fim de semana para se tornar a cara do mercado automotivo brasileiro. Dados da Fenabrave revelam que os utilitários esportivos responderam por 57,9% dos automóveis emplacados no primeiro semestre de 2026 — quase seis a cada dez carros zero-quilômetro que rodam por aí.
A preferência nacional enterra de vez a ideia de que SUV é artigo para lazer ou viagem. Na prática, o brasileiro trocou o sedã e o hatch pelo modelo mais alto, robusto e, claro, mais caro. A conta, porém, não fecha para todo mundo: o bolso do consumidor sente o peso da escolha, mas a indústria comemora o lucro gordo.
O fenômeno reflete também uma mudança de comportamento: o motorista quer status, segurança e espaço, mesmo que para enfrentar o trânsito urbano. As montadoras, espertas, já sabem disso e lotam as concessionárias de opções — de compactos a picapes disfarçadas de SUV.
Para os próximos meses, a expectativa é que a fatia dos SUVs cresça ainda mais, empurrada por novos lançamentos e pela queda gradual dos juros. O mercado de olho: se a economia ajudar, o reinado do utilitário esportivo pode virar hegemonia.
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