Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada neste sábado (26), aponta que 50% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 46% aprovam a gestão. A diferença de quatro pontos percentuais entre desaprovação e aprovação reflete um cenário de estabilidade na insatisfação popular, com a avaliação negativa somando 38% e a positiva, 35%. O levantamento, realizado entre os dias 23 e 25 de julho, ouviu 1.500 eleitores em todo o país, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Os números indicam que a desaprovação ao governo Lula se mantém em patamar elevado, superando a aprovação pela quarta vez consecutiva em pesquisas de diferentes institutos. Em junho, o PoderData/AYA já havia registrado 50% de desaprovação contra 42% de aprovação, enquanto a Genial/Quaest de julho apontou aprovação de 48% e desaprovação de 47%, revertendo a tendência de queda. Já a Quaest de julho mostrou Lula na liderança em cenários eleitorais, mas com vantagem reduzida sobre adversários como Flávio Bolsonaro.
Panorama político e impacto nas eleições de 2026
O resultado da Real Time Big Data reforça a polarização que marca o cenário político brasileiro. A desaprovação de 50% coloca o governo Lula em posição delicada, especialmente em um contexto de disputa pela sucessão presidencial em 2026. A aprovação de 46%, embora expressiva, não é suficiente para garantir estabilidade, e a avaliação negativa de 38% sugere que a insatisfação com a gestão federal pode influenciar as eleições estaduais e municipais.
Em Alagoas, por exemplo, a aprovação do governo estadual de Paulo Dantas atingiu 53,8% em pesquisa Paraná Pesquisas, enquanto o ex-ministro Renan Filho ampliou vantagem sobre João Henrique Caldas (JHC) em pesquisa Vox Brasil, alcançando 49,3% das intenções de voto. Esses dados indicam que, apesar da insatisfação nacional com o governo Lula, lideranças regionais podem se beneficiar de agendas locais.
A pesquisa Real Time Big Data também destaca que a avaliação ótima ou boa do governo Lula (35%) é inferior à soma de avaliação negativa (38%) e regular (27%), o que sugere que a base de apoio sólida do presidente é menor do que o contingente de críticos. Esse cenário pode favorecer a oposição, que busca capitalizar a insatisfação para as eleições de 2026, mas também exige do governo uma reavaliação de estratégias de comunicação e políticas públicas.
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