O empresário Vinicius Pires da Silva Allazio, 40 anos, preso por suspeita de fraude com venda irregular de terrenos em Vila Velha, na Grande Vitória, também é investigado por supostos golpes envolvendo sua empresa do ramo de energia solar, a VP Solar. Segundo vítimas, a empresa recebia pagamentos adiantados por equipamentos e serviços de instalação que não eram entregues, deixando os clientes sem contato e com prejuízo financeiro.
Contra Vinicius havia dois mandados de prisões preventivas. O empresário foi detido, inicialmente, no dia 9 de julho, por estelionato, em um loteamento irregular na Barra do Jucu. Na ocasião, foi apreendido com ele um cheque de R$ 100 mil de uma das vítimas. “Ele praticou estelionatos com vendas de placas solares, e não satisfeito, entrou no ramo imobiliário, vendendo terrenos que não eram dele”, afirmou o delegado chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), Gabriel Monteiro.
De acordo com a investigação, Vinicius integra um grupo suspeito de comercializar terrenos pertencentes a terceiros utilizando documentos falsos em nome de uma empresa para dar legalidade às negociações. “É um golpe complexo, envolvendo corretores, uma empresa de construção civil e vigílias. Ele mostrava para as vítimas que era legalizado, mas no final, não era. Ele vendia terrenos dentro de uma área de 62 mil metros quadrados, avaliada em R$ 670 milhões, com brigas judiciais”, disse Monteiro.
Além de Vinicius, o sócio dele também é citado nos processos. No entanto, não há informações de que ele seja alvo das investigações da Polícia Civil. O caso expõe um esquema que combina fraudes imobiliárias e no setor de energia solar, setor em expansão no Brasil, e levanta alertas sobre a necessidade de verificação de idoneidade de empresas e profissionais antes de contratar serviços ou adquirir imóveis.
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