Nesta segunda-feira, 20, Solange Bezerra movimentou as redes sociais ao convocar uma manifestação em defesa da liberdade de sua filha, Deolane Bezerra. O protesto está marcado para esta terça-feira, 21, às 18h, na Avenida Paulista, em São Paulo, com concentração na estação de metrô Trianon-Masp. Deolane Bezerra foi presa em maio de 2026 e está em prisão preventiva na Penitenciária Feminina, conforme apuração do portal Alagoas 24 Horas.
A convocação pública ocorre em um momento de crescente tensão no sistema prisional e de debates sobre os critérios para prisões preventivas no Brasil. A manifestação na principal avenida paulista busca sensibilizar a opinião pública e pressionar as autoridades judiciais por uma revisão da medida cautelar que mantém Deolane Bezerra detida sem data para julgamento.
O caso ganhou repercussão nacional, especialmente nas redes sociais, onde apoiadores e críticos da prisão têm se manifestado. A mobilização organizada por Solange Bezerra reflete um movimento mais amplo de familiares de presos que questionam a duração e a necessidade de prisões preventivas, tema que frequentemente divide especialistas em direito penal e ativistas de direitos humanos.
No panorama político, a situação de Deolane Bezerra insere-se em um contexto de debates sobre o encarceramento provisório no país. Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam que cerca de 40% da população carcerária brasileira é composta por presos provisórios, o que alimenta discussões sobre a efetividade e os abusos desse instrumento jurídico. A manifestação na Paulista, portanto, não se limita ao caso individual, mas ecoa uma pauta mais ampla de reforma do sistema de justiça criminal.
A concentração está prevista para as 18h na estação Trianon-Masp, ponto tradicional de protestos na capital paulista. A organização do ato não informou se há autorização oficial para o evento, mas a Avenida Paulista é palco frequente de manifestações de diferentes matizes políticas e sociais. Até o fechamento desta edição, não houve posicionamento oficial da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo sobre o protesto.
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