A Justiça de Alagoas suspendeu a decisão da Câmara Municipal de Maceió que rejeitou as contas do ex-prefeito Rui Palmeira, referentes ao exercício de 2019. O juiz responsável pela análise apontou, em liminar, indícios de irregularidades no processo legislativo, especialmente o descumprimento do quórum qualificado exigido pelo Regimento Interno da Casa. A manobra, atribuída a João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo de Alagoas em 2026, agora é alvo de críticas no meio político.
A decisão judicial expõe a fragilidade do ato da Câmara, que tentou rejeitar as contas de Palmeira sem seguir as regras regimentais. O juiz destacou que o quórum mínimo para a votação não foi respeitado, o que levanta dúvidas sobre a lisura do processo. JHC, que articulou a manobra, agora vê o movimento ruir diante da intervenção do Judiciário.
O caso ganha contornos políticos em meio a tensões no cenário alagoano, como as recentes discussões sobre a CPI do Crime Organizado, que visava ministros do STF e da PGR, mas foi rejeitada. A situação de JHC se complica, já que a decisão judicial pode influenciar sua pré-candidatura ao governo, expondo sua estratégia de usar a Câmara para atingir adversários.
Próximo passo: a suspensão da rejeição das contas de Rui Palmeira deve ser mantida até que o mérito seja julgado, o que pode ocorrer nos próximos meses. JHC terá que lidar com o desgaste político e a possibilidade de novas investigações sobre o episódio.
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