A Polícia Federal anunciou um reforço na segurança dos presidenciáveis para as eleições de 2026, com a implementação de um esquema especial de proteção que entra em vigor após a homologação oficial das candidaturas. A operação, que prevê um gasto total de R$ 95 milhões, inclui o uso de veículos blindados, sistemas antidrones e equipes especializadas, além de alterar o calendário das convenções partidárias para se adequar à logística de segurança.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Frances News, a medida visa garantir a integridade física dos candidatos à Presidência da República em um cenário político marcado por tensões e ameaças crescentes. A PF destacou que a proteção será iniciada imediatamente após a homologação das candidaturas pela Justiça Eleitoral, e não antes, como ocorre em alguns pleitos anteriores. A mudança no calendário das convenções partidárias, por sua vez, busca evitar sobreposições com os períodos de maior demanda operacional da corporação.
O investimento de R$ 95 milhões será destinado à aquisição de equipamentos de ponta, como veículos blindados para transporte dos candidatos, sistemas antidrones para proteção aérea e treinamento de equipes especializadas em segurança de alto risco. A PF também planeja a criação de um centro de comando integrado para monitorar eventuais ameaças em tempo real, com apoio de inteligência e forças auxiliares.
O panorama político para 2026 já apresenta uma disputa acirrada, com múltiplos pré-candidatos e partidos se movimentando para as convenções. A decisão da PF de reforçar a segurança reflete a preocupação com a escalada de violência política observada nos últimos anos, incluindo ataques a figuras públicas e atentados durante campanhas eleitorais. A alteração no calendário das convenções, que tradicionalmente ocorrem entre julho e agosto, poderá impactar o planejamento das legendas, que terão de se adaptar aos novos prazos estabelecidos pela corporação.
Especialistas em segurança pública avaliam que a medida é necessária para evitar incidentes como os registrados em eleições passadas, quando candidatos foram alvos de agressões físicas e ameaças virtuais. A PF, no entanto, não detalhou se o esquema será estendido a candidatos a governos estaduais ou ao Senado, mas a prioridade inicial são os presidenciáveis, devido ao maior risco associado ao cargo.
A operação também levanta debates sobre o custo elevado e a logística envolvida, especialmente em um ano eleitoral que já enfrenta desafios orçamentários. Enquanto isso, partidos como o Partido Novo, que oficializou Carlos Sant’Anna como candidato ao Senado e declarou apoio à reeleição de Raquel Lyra em Pernambuco, acompanham de perto as mudanças, que podem influenciar suas estratégias de campanha.
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