Campanhas eleitorais em Alagoas disparam: limites de gastos sobem até 127% para 2026

Quem pretende disputar uma vaga nas eleições de 2026 em Alagoas vai precisar de um bolso (ou de um padrinho político) bem mais reforçado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou os limites de gastos de campanha, e os valores subiram até 127% em relação ao pleito anterior. O reajuste, baseado na inflação acumulada, impacta diretamente pré-candidatos como João Henrique Caldas (JHC), que já articula a corrida ao governo do estado.

Os novos tetos variam conforme o cargo em disputa. Para o Senado, por exemplo, o limite passou de R$ 2,5 milhões para R$ 5,7 milhões — um salto de 128%. Já para deputado estadual, o gasto máximo permitido subiu de R$ 700 mil para R$ 1,6 milhão. A justificativa oficial é a correção monetária, mas nos bastidores a leitura é outra: a briga pelo poder ficou mais cara, e o dinheiro, mais decisivo.

A escalada nos custos acende o alerta sobre o financiamento de campanhas e o peso do poder econômico nas urnas. Enquanto partidos correm para ajustar suas contas, candidatos como JHC precisam equilibrar o discurso de renovação com a realidade de uma disputa que exige milhões em caixa. A tendência é que o debate sobre reforma política e limites de doações ganhe ainda mais força nos próximos meses.

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