Em plena pré-campanha ao governo de Alagoas, os candidatos majoritários estão trocando os palanques tradicionais por púlpitos de igrejas. A estratégia é clara: conquistar a simpatia e o voto do eleitorado religioso, especialmente o mais simples, que vê nos eventos de fé um termômetro de confiança.
João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo, já incluiu no roteiro diário visitas a cultos, missas e celebrações evangélicas. O movimento não é isolado: outros postulantes ao Palácio República dos Palmares também correm atrás da bênção dos pastores e padres para turbinar a popularidade.
A corrida pelos votos religiosos ganhou ainda mais destaque após o episódio em que o ministro da AGU e o senador Bolsonaro dividiram o trio elétrico na Marcha para Jesus sem trocar uma palavra — sinal de que o palco sagrado também virou arena política. Em Alagoas, a disputa promete ser acirrada nos bancos das igrejas.
Com a campanha oficial se aproximando, a expectativa é que os candidatos intensifiquem a agenda religiosa, transformando cada culto em um palanque disfarçado. Resta saber se a bênção dos fiéis virá acompanhada de votos nas urnas.
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