Ex-governador de Roraima cumpriu apenas 3 de 30 promessas de campanha; balanço revela descumprimento generalizado

Após três anos e meio de gestão, o ex-governador de Roraima Antonio Denarium (Republicanos) cumpriu integralmente apenas 3 das 30 promessas assumidas durante a campanha à reeleição em 2022, segundo levantamento do g1. O projeto Promessas dos Políticos, que monitora compromissos de candidatos a prefeituras, governos estaduais e à Presidência, aponta que, entre 1º de janeiro de 2023 e 30 de junho de 2026, 23 promessas não foram cumpridas, 4 foram parcialmente executadas e apenas 3 foram integralmente realizadas.

O balanço ganha relevância diante da instabilidade política recente em Roraima. Antonio Denarium renunciou ao cargo em março de 2026 para concorrer ao Senado. Seu vice, Edilson Damião (União Brasil), assumiu o governo, mas permaneceu por pouco mais de um mês até ser cassado pela Justiça Eleitoral, no mesmo processo que tornou Denarium inelegível. Desde então, o presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio (Republicanos), governa o estado de forma interina.

Panorama das promessas não cumpridas

Das 30 promessas, 23 não saíram do papel. Entre os compromissos integralmente descumpridos estão a construção de um hospital para vítimas de acidente, a criação da Clínica Psiquiátrica de Roraima e a implantação de um Centro de Hemodiálise. Na área da saúde, a ausência dessas unidades sobrecarrega o Hospital Geral de Roraima (HGR) e mantém pacientes em situação de vulnerabilidade. A assessoria do ex-governador informou que a rede de urgência e emergência foi reforçada com reformas no HGR, mas o hospital específico para vítimas de acidente não foi erguido. Sobre a clínica psiquiátrica, a assessoria disse que o projeto da nova Clínica de Especialidades Coronel Mota, apresentado em 2025, prevê ampliação do atendimento psiquiátrico. Já o Centro de Hemodiálise não foi criado; pacientes dependem de clínicas privadas credenciadas, como a Clínica Renal, que frequentemente suspende o serviço por atrasos nos pagamentos. A assessoria afirmou que os contratos da saúde foram regularizados, ampliando o acesso ao tratamento.

Na segurança pública, promessas como a ampliação do efetivo policial e a criação de novas delegacias também não foram cumpridas. Na infraestrutura, obras de pavimentação e saneamento básico seguem sem conclusão. Apenas três compromissos foram integralmente realizados, mas o g1 não detalhou quais são eles no trecho disponível da reportagem original.

Metodologia e contexto

O monitoramento das promessas é feito por jornalistas do g1 desde 2015, seguindo metodologia própria de checagem. O levantamento considera o período de 1º de janeiro de 2023 a 30 de junho de 2026, equivalente a três anos e meio de mandato. Ao final do mandato, em dezembro de 2026, o balanço será atualizado. O caso de Antonio Denarium ilustra um padrão de descumprimento que afeta diretamente a população de Roraima, em áreas críticas como saúde, segurança e infraestrutura, e expõe a fragilidade da gestão pública em meio a sucessivas trocas no comando do estado.

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