Alagoas deve registrar 1.560 novos casos de câncer de cabeça e pescoço até 2028, segundo estimativas que acendem o alerta na saúde pública do estado. A projeção, divulgada pela Folha de Alagoas, revela que a doença — uma das mais agressivas entre os tumores — continua sendo descoberta em estágios avançados, quando as chances de cura diminuem drasticamente.
Sintomas como rouquidão persistente, feridas na boca que não cicatrizam, dificuldade para engolir ou caroços no pescoço são frequentemente ignorados pela população. Especialistas apontam que a falta de informação e o acesso limitado a exames preventivos contribuem para o diagnóstico tardio, transformando sinais simples em emergências oncológicas.
O cenário reforça a necessidade de ampliar o atendimento especializado e campanhas de conscientização. Iniciativas como a ampliação do atendimento para pessoas com albinismo em Maceió mostram que é possível inovar na saúde, mas o foco no câncer de cabeça e pescoço ainda é insuficiente.
O próximo passo esperado é que o governo estadual e as prefeituras integrem ações de rastreamento e diagnóstico precoce na atenção básica, enquanto a sociedade cobra mais transparência nos dados e investimentos. Até 2028, cada caso evitado ou tratado a tempo pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
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