O deputado estadual Cabo Bebeto acusou o ex-governador Renan Filho de convocar policiais militares e bombeiros para participar de um ato político, em suposta violação às regras eleitorais que proíbem o uso da máquina pública em campanhas. Segundo Bebeto, a convocação teria ocorrido durante evento recente, e ele já prepara uma denúncia formal contra Renan Filho, a ser protocolada no Ministério Público Eleitoral e na Justiça Eleitoral de Alagoas. A acusação foi divulgada pelo portal Cadaminuto e repercutiu nos meios políticos do estado, gerando debate sobre os limites do uso de servidores públicos em atividades partidárias.
De acordo com Cabo Bebeto, a convocação de agentes de segurança para o ato político configura abuso de poder e desvio de finalidade, pois os profissionais teriam sido retirados de suas funções ordinárias para participar de um evento de cunho eleitoral. O deputado afirmou que possui provas, incluindo registros de áudio e vídeo, que comprovam a convocação e a participação dos agentes. Ele também destacou que a prática fere a legislação eleitoral, que veda o uso de bens e serviços públicos para beneficiar candidaturas.
Panorama político e implicações
A acusação ocorre em meio à pré-campanha para as eleições de 2026, quando Renan Filho é apontado como possível candidato ao governo de Alagoas ou a outros cargos majoritários. Cabo Bebeto, por sua vez, também é figura ativa no cenário político estadual, com base eleitoral entre servidores da segurança pública. A denúncia pode impactar a imagem de Renan Filho, que já enfrenta questionamentos sobre o uso da máquina pública durante sua gestão como governador (2015-2022). Caso a Justiça Eleitoral acolha a denúncia, o ex-governador pode ser alvo de investigação e, em caso de condenação, ficar inelegível por até oito anos.
O caso também reacende o debate sobre a participação de servidores públicos em atos políticos, especialmente em categorias como policiais e bombeiros, que têm restrições legais para atividades partidárias. Especialistas em direito eleitoral apontam que a convocação de agentes para eventos políticos, mesmo que fora do horário de serviço, pode ser considerada irregular se houver uso de hierarquia ou coação. A denúncia de Cabo Bebeto deve ser analisada nos próximos dias, e novas revelações podem surgir à medida que o processo avança.
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