TSE reafirma que empresa venezuelana Smartmatic nunca forneceu urnas ao Brasil e desmente desinformação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou, nesta terça-feira (22), a informação de que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil. A reiteração ocorre após o pré-candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), o senador Flávio Bolsonaro, divulgar, nessa segunda-feira (21), durante um evento, a informação falsa de que equipamentos brasileiros seriam da Smartmatic – sem apresentar provas. O caso reacende o debate sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro, que é alvo constante de desinformação desde 2017.

A página Fato ou Boato, mantida pelo tribunal para desmentir notícias falsas, destacou um comunicado de 2020 no qual o TSE já havia desmentido fake news sobre a empresa venezuelana que circulavam na internet. “Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos”, afirma o comunicado oficial.

O TSE acrescentou que as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral, e são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”. A empresa venezuelana Smartmatic celebrou contratos com o TSE apenas para “prestação de serviços de conexão”, sem qualquer envolvimento na fabricação ou programação dos equipamentos de votação.

Em um panorama político mais amplo, a desinformação sobre as urnas eletrônicas tem sido utilizada como ferramenta de campanha por candidatos que questionam a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro, amplamente reconhecido por sua eficiência e segurança. O TSE, por sua vez, mantém canais oficiais de checagem e esclarecimento, como a página Fato ou Boato, para combater boatos que possam abalar a confiança pública no processo democrático. A reiteração do tribunal ocorre em um momento em que o país se prepara para as eleições de outubro, com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, e o limite de gastos de campanha presidencial fixado em R$ 133 milhões.

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