A Polícia Civil de Alagoas deflagrou a Operação Rateio, que mapeou um esquema de venda coletiva de drogas sintéticas e maconha gourmet, com atuação em raves e festas no estado. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), identificou um grupo que utilizava aplicativos de mensagens e grupos fechados para organizar a compra e distribuição de substâncias como LSD, ecstasy e maconha gourmet, uma variedade de alto teor de THC.
Segundo a polícia, o esquema funcionava por meio de rateios: os interessados depositavam valores em contas controladas pelos líderes, que adquiriam grandes quantidades de drogas e as repartiam entre os participantes. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Maceió e em outras cidades do interior, e apreendeu celulares, documentos e anotações que detalhavam a logística do grupo.
Panorama político e social
A ação ocorre em um contexto de aumento do consumo de drogas sintéticas entre jovens de classe média em Alagoas, fenômeno que tem gerado preocupação entre autoridades de segurança e saúde. A Operação Rateio é a primeira do tipo no estado a focar especificamente na venda coletiva de maconha gourmet e drogas sintéticas, um modelo que se diferencia do tráfico tradicional de rua. A investigação também revelou que o grupo mantinha contato com fornecedores de outros estados, indicando uma rede de distribuição interestadual.
O impacto da operação vai além da esfera criminal: ela expõe a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção ao uso de drogas sintéticas, especialmente em eventos de grande concentração de jovens. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e desmantelar completamente o esquema.
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