O Governo de Alagoas anunciou a prorrogação do contrato para a duplicação de 40 quilômetros da rodovia AL-220 até o ano de 2028, após sucessivas paralisações que vinham comprometendo o cronograma da obra. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado e visa garantir a continuidade dos serviços, que incluem terraplanagem, drenagem, pavimentação e sinalização, em um trecho estratégico que liga a região do Sertão ao litoral alagoano.
A extensão do prazo contratual ocorre em meio a um cenário de atrasos e questionamentos sobre a viabilidade financeira e operacional do empreendimento. A obra, orçada em aproximadamente R$ 200 milhões, tem como objetivo melhorar a fluidez do tráfego e reduzir o número de acidentes em uma via que registra alto fluxo de veículos de carga, especialmente para o escoamento da produção agrícola e mineral da região.
De acordo com a fonte original, o contrato original previa a conclusão dos trabalhos até 2025, mas as paralisações – motivadas por problemas de repasse de recursos e reajustes contratuais – levaram o governo a estender o prazo. A nova data limite, 2028, foi estabelecida após negociações com a empresa responsável, que deverá apresentar um novo cronograma físico-financeiro nos próximos meses.
O panorama político em Alagoas, marcado pela disputa pelo governo estadual em 2026, coloca a obra da AL-220 como um dos temas centrais do debate eleitoral. O pré-candidato ao governo de Alagoas, João Henrique Caldas (conhecido como JHC), tem criticado a gestão atual por supostas irregularidades em contratos de infraestrutura, embora não tenha se manifestado diretamente sobre este caso específico. A prorrogação do contrato pode ser interpretada como uma tentativa do governo de evitar novas interrupções e garantir a conclusão da obra antes do próximo pleito.
Especialistas em logística apontam que a duplicação da AL-220 é fundamental para o desenvolvimento econômico do Sertão alagoano, que depende de vias eficientes para escoar a produção de grãos, leite e minérios. A demora na conclusão, no entanto, gera incertezas para investidores e produtores locais, que aguardam a melhoria na infraestrutura para ampliar seus negócios.
A fonte original, o portal Francês News, não detalhou os valores exatos dos repasses nem as penalidades previstas para a empresa em caso de novos atrasos. O governo estadual, por sua vez, afirmou que a prorrogação não implicará em aumento de custos, mas sim em uma reorganização do cronograma para evitar desperdícios.
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