O perfil das famílias brasileiras mudou e, com ele, o mercado imobiliário e o planejamento urbano precisam se adaptar. Dados do Censo Demográfico 2022, do IBGE, mostram que, pela primeira vez, menos da metade das famílias no país é composta por casais com filhos. A informação foi divulgada pela Folha de Alagoas e levanta questionamentos sobre os novos formatos de moradia.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a tendência é que haja uma demanda crescente por imóveis menores, mais flexíveis e localizados em áreas centrais, além de espaços que atendam a arranjos como pessoas que moram sozinhas, casais sem filhos ou famílias monoparentais. A mudança também impacta diretamente a infraestrutura das cidades, que precisam rever políticas de transporte, lazer e serviços públicos.
O fenômeno não é isolado. Outros comportamentos sociais, como o envelhecimento de pets e a troca da aliança de casamento pelo anel de divórcio, também refletem novas prioridades afetivas e domésticas entre os brasileiros.
A expectativa é que o setor imobiliário e os gestores públicos passem a considerar esses dados com mais atenção nos próximos anos, sob risco de verem seus projetos se tornarem obsoletos diante de uma sociedade que já não cabe mais no modelo tradicional de família.
Fonte: ver noticia original

