A Justiça interrompeu a perícia no celular apreendido com Dr. Jairinho até que seja analisado um recurso apresentado pela defesa. A decisão, proferida por uma magistrada, mantém a validade da quebra de sigilo do aparelho, mas suspende a análise dos dados enquanto aguarda a decisão sobre um habeas corpus impetrado pelos advogados do ex-vereador.
A medida judicial foi tomada após a defesa de Dr. Jairinho questionar a legalidade da apreensão e da quebra de sigilo, argumentando que o procedimento poderia violar direitos fundamentais. A magistrada, no entanto, considerou que a quebra de sigilo foi válida, mas decidiu suspender a perícia para evitar que os dados sejam analisados antes de uma decisão definitiva sobre o recurso.
O caso ganhou repercussão nacional por envolver Dr. Jairinho, que foi preso preventivamente em 2021 sob suspeita de homicídio qualificado do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrido em março daquele ano. A investigação apontou que o ex-vereador e sua então companheira, Monique Medeiros, seriam os responsáveis pela morte da criança. O celular apreendido é considerado uma peça-chave para as investigações, pois pode conter mensagens, fotos e outros registros que ajudem a esclarecer as circunstâncias do crime.
A suspensão da perícia ocorre em um momento em que o processo tramita na Justiça do Rio de Janeiro, com a defesa buscando reverter decisões anteriores que autorizaram a quebra de sigilo e a apreensão do aparelho. O recurso agora será analisado por uma instância superior, que decidirá se a perícia pode ser retomada ou se novas medidas serão necessárias.
O caso de Dr. Jairinho é um dos mais emblemáticos da história recente do Rio de Janeiro, envolvendo figuras públicas e um crime que chocou o país. A decisão de interromper a perícia no celular adiciona mais um capítulo a um processo já marcado por reviravoltas judiciais e intensa cobertura midiática.
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