Um homem de 41 anos foi preso em flagrante, em Goiânia, após uma adolescente de 17 anos publicar um vídeo nas redes sociais ostentando uma arma de fogo que pertencia a ele. O caso ocorreu na tarde de terça-feira (21), no Conjunto Vera Cruz II, e foi registrado pela Polícia Militar (PM) como posse ilegal de arma de fogo e corrupção de menores. A arma, uma pistola, estava registrada no nome do suspeito, mas o endereço de guarda informado no registro era diferente do local onde ela foi encontrada, o que motivou a prisão.

De acordo com a PM, a adolescente, de 17 anos, estava acompanhada do proprietário da arma e de uma mulher de 19 anos no momento da abordagem. Os policiais da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) chegaram ao imóvel após monitoramento das redes sociais, e o suspeito permitiu a entrada voluntariamente. Durante a vistoria, foram apreendidos, além da pistola, dois carregadores com dez munições cada e 37 munições avulsas. Todo o material foi encaminhado, junto com o homem, à Central Geral de Flagrantes de Goiânia.

O caso ganhou repercussão por envolver a ostentação de arma por uma menor de idade em plataformas digitais, prática que tem sido alvo de investigações frequentes em Goiás. A região metropolitana de Goiânia já registrou outros episódios semelhantes, como a prisão de duas mulheres suspeitas de ostentarem armas nas redes sociais em Aparecida de Goiânia e a divulgação de vídeos de grupos brindando com revólveres durante festas em Águas Lindas de Goiás. A atuação da Polícia Militar, por meio da CPE, reforça o monitoramento constante de conteúdos online para coibir crimes relacionados ao porte e à exibição ilegal de armas.

O panorama político e social em Goiás reflete um aumento na preocupação com a disseminação de armas de fogo e a influência de conteúdos violentos entre jovens. A legislação brasileira exige que armas registradas sejam mantidas no endereço declarado ao Sistema Nacional de Armas (Sinarm), e a mudança de local sem autorização configura irregularidade. A prisão do homem, mesmo com a arma registrada, evidencia a rigidez das normas de controle e a responsabilidade dos proprietários sobre o uso e a guarda do armamento. A adolescente, por sua vez, foi ouvida e liberada, mas o caso segue sob investigação para apurar possíveis outras infrações.

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