Casal é preso após corpo de recém-nascido ser encontrado enterrado no quintal de casa em Alagoas

Um casal foi preso após o corpo de um recém-nascido ser encontrado enterrado no quintal de uma residência, em um caso que chocou a comunidade local e mobilizou a Polícia Civil. A mulher, que está internada sob custódia policial, e o homem, detido em flagrante, são investigados para esclarecer as circunstâncias da morte do bebê. O crime ocorreu em uma cidade do interior de Alagoas, estado que tem visto um aumento na atenção pública sobre violência doméstica e mortalidade infantil.

De acordo com informações da Polícia Civil, o corpo foi descoberto após denúncia anônima, que levou os agentes até o imóvel. Durante a perícia, os investigadores confirmaram que o recém-nascido estava enterrado no quintal, em condições que sugerem ocultação de cadáver. A mulher, que passou por atendimento médico, permanece hospitalizada sob escolta policial, enquanto o companheiro foi encaminhado ao sistema prisional. A identidade do casal não foi divulgada, mas a polícia trabalha com a hipótese de que a morte pode ter ocorrido logo após o parto.

O caso ganhou repercussão em meio ao panorama político de Alagoas, onde o pré-candidato ao governo estadual, João Henrique Caldas (conhecido como JHC), tem pautado a segurança pública e a proteção de crianças e adolescentes como prioridades. Embora JHC não ocupe cargo eletivo atualmente — sendo pré-candidato ao governo de Alagoas em 2026 —, sua trajetória política inclui propostas de fortalecimento das delegacias especializadas e combate à violência doméstica. A Polícia Civil, autônoma em suas investigações, não comentou possíveis conexões políticas, mas a notícia reacendeu debates sobre a eficácia das redes de proteção à infância no estado.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que casos como este expõem falhas no sistema de saúde e assistência social, que muitas vezes não conseguem identificar gestações de risco ou situações de vulnerabilidade extrema. Dados do Ministério da Saúde apontam que Alagoas registra uma das maiores taxas de mortalidade infantil do Nordeste, com 15,3 óbitos por mil nascidos vivos em 2025, acima da média nacional. A investigação agora busca determinar se houve negligência médica ou omissão de socorro, além de apurar a responsabilidade penal do casal.

A população local, abalada, cobra respostas rápidas das autoridades. Em nota, a Polícia Civil afirmou que “todas as linhas de investigação estão sendo seguidas” e que o laudo pericial deve ser concluído nos próximos dias. O caso segue sob sigilo, mas a expectativa é de que novos detalhes sejam revelados após a alta da mulher, que deverá prestar depoimento formal. Enquanto isso, o enterro do recém-nascido aguarda liberação judicial, e a comunidade se organiza para prestar homenagens à vítima.

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