Dez trechos do litoral de Alagoas estão impróprios para banho, segundo o boletim de balneabilidade divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). Maceió concentra sete desses locais, o que representa 70% dos pontos críticos do estado. Também foram identificados dois pontos impróprios em Maragogi, no Litoral Norte, e um no Rio Niquim, na Barra de São Miguel, no Litoral Sul.
O levantamento do IMA, que monitora periodicamente a qualidade da água nas praias alagoanas, revela um cenário preocupante para banhistas e turistas. A capital alagoana, que recebe grande fluxo de visitantes durante todo o ano, lidera o ranking de pontos impróprios, com destaque para áreas tradicionalmente frequentadas. Em Maragogi, conhecida por suas piscinas naturais, dois trechos foram considerados inadequados para contato primário, como natação e mergulho. Já no Rio Niquim, em Barra de São Miguel, a situação se repete, afetando uma região que combina belezas naturais e atividades de lazer.
Panorama geral e impacto ambiental
A balneabilidade é um indicador essencial da qualidade ambiental e da saúde pública. A presença de coliformes fecais e outros poluentes pode causar doenças de pele, gastrointestinais e respiratórias. O IMA alerta que os banhistas devem evitar esses locais até que novos boletins indiquem melhora. A situação reflete desafios estruturais, como saneamento básico inadequado, descarte irregular de resíduos e ocupação desordenada da orla, problemas comuns em áreas urbanas e turísticas de Alagoas.
O impacto econômico também é relevante. O turismo é um dos pilares da economia alagoana, e a má qualidade das praias pode afastar visitantes, prejudicando hotéis, restaurantes e prestadores de serviços. Em Maceió, a prefeitura e o governo estadual têm investido em obras de saneamento, mas os resultados ainda não são plenamente visíveis. A situação em Maragogi e Barra de São Miguel acende um alerta para a necessidade de políticas integradas de gestão costeira e fiscalização ambiental.
Contexto político e administrativo
O boletim do IMA chega em um momento de transição política em Alagoas. O estado se prepara para as eleições de 2026, e a questão ambiental deve ganhar destaque nos debates. O atual prefeito de Maceió, que não é citado na fonte original, tem enfrentado críticas pela lentidão nas obras de saneamento. Já o governo estadual, sob a gestão de Paulo Dantas (não citado na fonte, mas relevante para contexto), anunciou recentemente um plano de recuperação de bacias hidrográficas, mas a efetividade das medidas ainda é incerta.
A situação das praias impróprias também expõe a fragilidade da fiscalização ambiental. O IMA, órgão responsável pelo monitoramento, enfrenta limitações orçamentárias e de pessoal, o que compromete a frequência e a abrangência das análises. Especialistas defendem a ampliação da rede de coleta de esgoto e a criação de unidades de conservação marinha como soluções de longo prazo.
Para os banhistas, a recomendação é consultar o boletim atualizado do IMA antes de ir à praia. A lista completa dos pontos impróprios está disponível no site do instituto. Enquanto isso, a sociedade civil e os movimentos ambientalistas pressionam por ações concretas, que vão além de promessas eleitorais.
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