A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (18), uma operação para investigar um esquema de corrupção e desvio de recursos públicos nos municípios de Murici e Maceió, em Alagoas. A ação, que cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, mira agentes públicos e privados suspeitos de participação no esquema, que teria causado prejuízos milionários aos cofres públicos.
De acordo com a PF, as investigações tiveram início após denúncias de irregularidades na aplicação de verbas federais e estaduais. Os mandados foram cumpridos em endereços ligados a investigados, incluindo residências e órgãos públicos. A operação não teve alvos políticos específicos, mas a PF não descarta novas fases e aprofundamento das apurações.
Detalhes da operação
Os mandados foram cumpridos simultaneamente em Murici, na Zona da Mata alagoana, e em Maceió, capital do estado. A PF não divulgou o número exato de mandados nem os nomes dos investigados, mas confirmou que a operação envolve a análise de contratos, licitações e repasses de recursos públicos. A suspeita é de que o esquema tenha desviado valores que ainda estão sendo contabilizados, mas que podem chegar a milhões de reais.
A operação desta terça-feira é mais um capítulo de uma série de investigações da PF em Alagoas, que nos últimos meses já resultaram em prisões e apreensões em casos de fraudes tributárias e desvios em órgãos públicos. Em fevereiro, o Ministério Público de Alagoas (MP-AL) pediu até 411 anos de prisão para líderes de organização criminosa na Operação Portorium, que investigou fraudes tributárias milionárias. Já em março, a PF deflagrou a Operação Backdoor, no Rio de Janeiro, que investigou desvio de computadores, geladeiras e veículos da Receita Federal.
Panorama político e impacto
O cenário político em Alagoas tem sido marcado por investigações de corrupção que envolvem agentes públicos de diferentes esferas. A operação desta terça-feira ocorre em um momento de atenção redobrada para a transparência na gestão de recursos públicos, especialmente em ano pré-eleitoral. O MP-AL e a PF têm atuado de forma integrada para coibir desvios, como demonstram as operações recentes. Em paralelo, no Rio de Janeiro, o governo estadual exonerou 30 comissionados e suspendeu contratos em autarquia investigada por desvio de R$ 86 milhões, enquanto a PF desarticulou organização suspeita de desviar R$ 45 milhões de contas da Caixa Econômica Federal.
A população de Murici e Maceió acompanha com expectativa os desdobramentos da operação, que pode revelar novos nomes e aprofundar as investigações sobre o uso de verbas públicas. A PF reforça que as apurações seguem em sigilo, mas que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.
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