O cenário político em Minas Gerais sofre uma reviravolta com a iminente desistência do senador Cleitinho (Republicanos-MG) da disputa pelo governo estadual. A informação, já de conhecimento do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, abre espaço para uma possível aliança com o ex-deputado federal Marcelo Aro (PP), que desponta como alternativa viável para liderar a chapa bolsonarista no estado.
Cleitinho, que liderava todas as pesquisas da Quaest para o governo mineiro, sinalizou ao PL que não seguirá com a candidatura após a morte de seu irmão, Matheus Azevedo, vítima de leucemia na última semana. Desde então, o senador cancelou agendas e informou que não gostaria de se dedicar ao tema durante o luto. Ele não compareceu à convenção do Republicanos no último sábado (25), que poderia oficializar seu nome.
Sem Cleitinho, Flávio Bolsonaro ficou sem palanque em Minas Gerais. O PL avaliava inicialmente os nomes do ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli (PL), e de Flavio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), mas ambos são considerados de baixa viabilidade política. Diante disso, o partido volta suas atenções para Marcelo Aro, que já foi ministro do Turismo de Bolsonaro e secretário de Governo de Romeu Zema (Novo).
Aro pretendia inicialmente concorrer ao Senado na chapa de Mateus Simões (PSD), mas a filiação do senador Carlos Viana ao PSD – que deve buscar a reeleição com o apoio de Simões – levou o ex-deputado a construir sua própria candidatura ao governo. Interlocutores afirmam que, com a entrada do PL, 11 partidos apoiariam Aro, garantindo-lhe 60% do tempo de rádio e televisão e uma capilaridade de mais de mil candidatos a deputado federal ou estadual.
Pesquisas internas indicam que Aro seria um candidato mais competitivo e um palanque melhor para Flávio Bolsonaro do que os nomes próprios do PL. Além disso, integrantes da campanha de Flávio avaliam que apoiar a candidatura de Aro seria um gesto para tentar reverter a neutralidade da federação PP-União a nível nacional. Uma das possibilidades em estudo é que o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL-MG), irmão de Cleitinho, seja o vice na chapa de Aro.
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