O pré-candidato ao Palácio do Planalto e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta terça-feira (28) que o presidente da Argentina, Javier Milei, fez um ‘escândalo’ durante a convenção do senador Flávio Bolsonaro (PL) no último fim de semana. Em declaração à imprensa, Caiado também criticou a diplomacia do governo do presidente Lula (PT) e defendeu que ‘não se governa na esculhambação’.
A fala de Caiado ocorre em meio a um cenário político marcado por tensões entre lideranças nacionais e internacionais. A participação de Milei no evento de Flávio Bolsonaro gerou repercussão negativa entre setores da oposição, que consideraram a presença do argentino como uma interferência indevida em assuntos internos brasileiros. Caiado, que busca consolidar sua candidatura ao Planalto, aproveitou o episódio para reforçar sua posição crítica tanto ao governo Lula quanto a aliados de outros países.
O ex-governador goiano, que já foi senador e governador de Goiás, tem se posicionado como uma alternativa ao atual governo, defendendo uma política externa mais independente e menos suscetível a influências externas. A crítica a Milei, no entanto, não isenta Lula: Caiado cobrou do governo federal uma postura diplomática mais firme, argumentando que ‘não se governa na esculhambação’. A declaração sugere que, para o pré-candidato, a gestão petista tem falhado em manter a soberania e o respeito no cenário internacional.
O episódio também expõe as divisões dentro do campo da direita brasileira. Enquanto Flávio Bolsonaro e outros aliados de Jair Bolsonaro (PL) mantêm relações próximas com Milei, Caiado busca se distanciar de figuras consideradas radicais, como o argentino, para atrair um eleitorado moderado. A convenção de Flávio Bolsonaro, que ocorreu no último sábado (25), foi marcada por discursos inflamados e pela presença de Milei, que defendeu pautas ultraliberais e criticou o governo Lula.
Para analistas políticos, a declaração de Caiado reflete uma tentativa de se posicionar como um líder capaz de equilibrar a defesa de valores conservadores com a necessidade de uma diplomacia profissional e respeitosa. O pré-candidato, que já foi governador de Goiás por dois mandatos, tem investido em uma imagem de gestor eficiente e moderado, em contraste com o estilo mais agressivo de outros nomes da oposição.
O governo Lula, por sua vez, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as declarações de Caiado. A expectativa é que o episódio seja usado pelo PT para reforçar a narrativa de que a oposição está dividida e incapaz de apresentar uma alternativa coesa para o país. Enquanto isso, a corrida presidencial de 2026 segue aquecida, com Caiado tentando consolidar seu nome como uma terceira via viável.
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