A mais recente pesquisa Quaest sobre a disputa pelo governo de Minas Gerais, divulgada em julho, aponta um novo cenário após a confirmação de que o senador Cleitinho Azevedo não será candidato. Sem o parlamentar, que liderava todos os levantamentos anteriores, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), aparece numericamente à frente, com 15% das intenções de voto, seguido por Patrus Ananias (PT) e Mateus Simões (PSD), ambos com 13% e 9%, respectivamente. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, foi realizado entre 22 e 26 de julho e ouviu 1.482 eleitores, com margem de erro de 3 pontos percentuais.
A decisão de Cleitinho Azevedo foi anunciada nesta segunda-feira (3) em vídeo publicado nas redes sociais, no qual o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, afirmou que o senador tomou a decisão “espontaneamente, diante do momento difícil que está vivenciando”. O congressista perdeu o irmão, Matheus Augusto Azevedo, no dia 18 de julho. A desistência altera significativamente o tabuleiro político mineiro, que já contava com a liderança consolidada do senador em todos os cenários testados anteriormente.
Cenários sem Cleitinho: Kalil lidera, mas disputa segue indefinida
No cenário 4, que exclui Cleitinho, Kalil aparece com 15%, seguido por Patrus Ananias (13%) e Mateus Simões (9%). Gabriel Azevedo (MDB) marca 6%, Flávio Roscoe (PL) 4%, Ben Mendes (Missão) 2%, Maria da Consolação (PSOL) 1%, enquanto Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) não pontuam. Os indecisos somam 27%, e 23% declaram voto em branco, nulo ou não pretendem votar. No cenário 5, que substitui Roscoe por Vittorio Medioli (PL), os números são praticamente idênticos, com Medioli marcando 3% e a mesma distribuição de indecisos e votos inválidos.
Os dados revelam um eleitorado ainda em processo de definição: 63% dos entrevistados afirmam que a escolha do voto para governador pode mudar até a eleição, índice superior aos 60% registrados em abril. Apenas 36% consideram a decisão definitiva, ante 38% no levantamento anterior. Esse cenário de alta volatilidade sugere que a desistência de Cleitinho pode redistribuir votos de forma imprevisível, especialmente entre os eleitores que o apoiavam.
Rejeição e avaliação do governo
A pesquisa também mediu a rejeição dos principais candidatos. Alexandre Kalil é o mais rejeitado, com 39% (ante 36% em abril), seguido por Patrus Ananias, com 35% (não estava na pesquisa anterior). Cleitinho Azevedo aparece com 20% de rejeição, mesmo índice de abril. Os números indicam que, embora Kalil lidere numericamente, sua alta rejeição pode ser um obstáculo em um eventual segundo turno.
No que diz respeito à avaliação do governo estadual, 36% dos entrevistados aprovam a gestão de Mateus Simões, enquanto 28% desaprovam. Esses números, combinados com a liderança de Kalil, sugerem que a eleição mineira deve ser marcada por uma disputa acirrada entre o antipetismo e a continuidade da atual administração, com o PT tentando se viabilizar na figura de Patrus Ananias.
O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-034/90/2026 e tem nível de confiança de 95%. A pesquisa completa, incluindo cenários para o Senado e a Assembleia Legislativa, está disponível no site do g1.
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