Pesquisadores divulgaram um estudo que explica como o vento solar foi o principal responsável pela dissipação da atmosfera de Marte ao longo de bilhões de anos. A descoberta ajuda a compreender a transformação do planeta, que já teve condições mais úmidas e quentes, em um ambiente árido e hostil.
Segundo os cientistas, a falta de um campo magnético global em Marte permitiu que as partículas carregadas do Sol arrancassem gradualmente os gases da atmosfera superior. O processo, conhecido como erosão atmosférica, teria sido decisivo para o desaparecimento de grande parte do dióxido de carbono e da água que existiam na superfície.
Os dados foram obtidos por meio de missões espaciais e simulações computacionais, que reconstruíram a evolução climática do planeta. Os pesquisadores destacam que o fenômeno não ocorreu de forma abrupta, mas sim em um longo período de tempo, o que reforça a importância de estudar Marte para entender os limites da habitabilidade planetária.
O próximo passo da equipe é analisar amostras coletadas em solo marciano, que podem revelar vestígios de atmosferas antigas. A expectativa é que os resultados contribuam para futuras missões tripuladas e para a busca por sinais de vida no planeta vermelho.
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